Terminal Hidroviário do Porto de Belém “Luiz Rebelo Neto”

Conheça o novo Terminal Hidroviário de Belém. Fruto de um investimento de R$ 19 milhões, a obra representa um salto de qualidade na prestação de um serviço essencial para a mobilidade das pessoas: o transporte hidroviário de passageiros. Com capacidade para atender, em média, a cerca de 1,5 milhão pessoas por ano, o complexo foi construído em uma área de cerca de cinco mil metros quadrados, no Galpão 9 da Companhia das Docas do Pará (CDP).



Terminal Hidroviário de Belém deve ser entregue em dezembro


18 de novembro de 2013

Quem, hoje, opta por viajar pelos rios do Pará sabe que ainda há uma distância muito grande entre essa alternativa – paradoxalmente uma das mais viáveis para esta região do País – e outros tipos de transporte já consolidados, como o rodoviário e o aeroviário, por exemplo. Um dos primeiros entraves é o próprio Terminal Hidroviário de Belém, instalado no armazém 10 da Companhia Docas do Pará (CDP), por onde passam uma média de 1,2 mil passageiros/dia. Pensando em ampliar essa demanda e oferecer cada vez mais conforto, segurança e melhores condições de viagem para a população, o governo do Estado, por intermédio da Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH), decidiu implantar um novo Terminal Hidroviário para a capital, obra que está em ritmo acelerado e deve ser entregue até o final de dezembro deste ano. O investimento é de R$ 17,5 milhões.

Segundo o diretor-presidente da CPH, Abraão Benassuly, o atual Terminal Hidroviário está implantado em um espaço de aproximadamente 900 metros quadrados, o que é considerado insuficiente para a demanda crescente de pessoas em circulação pelo local. Além disso, não oferece condições qualquer comodidade, já que os passageiros precisam esperar pelo embarque em pé, muitas vezes.

Por tudo isso, o governo do Estado firmou um convênio com a CDP, que cedeu o galpão ao lado do atual Terminal Hidroviário – o armazém 9 – para a construção do novo espaço, que oferecerá 2,4 mil metros quadrados de conforto para os passageiros. Totalmente refrigerado, o novo Terminal, que ficará no pavimento térreo, contará com lojas de conveniência, farmácias, praça de alimentação, duas lanchonetes e dois flutuantes com rampas articuladas, um para o embarque e outro para o desembarque de passageiros, além de polícia turística, centro de atendimento ao turista, e todos os órgãos envolvidos com a regulamentação e fiscalização do transporte naval, que ocuparão o pavimento superior do prédio. “Hoje, estamos operando com seis linhas hidroviárias, sendo três delas interestaduais e três intermunicipais. Com a conclusão da obra, essa capacidade deverá ser expandida, pois o Terminal está preparado para isso, além de que estaremos aptos a integrar o projeto BRT, da prefeitura de Belém. Assim, se um passageiro quiser, poderá vir de barco de Icoaraci até aqui e pegar um ônibus para seguir viagem”, relatou Benassuly.

Os benefícios não são apenas para quem vai poder usufruir do transporte hidroviário. Muita gente já está tendo a vida transformada pela obra. É o caso do servente de obras Marco Antônio Gemaque, de 32 anos. Desempregado há um ano e meio, a construção deu a ele uma oportunidade de recolocação no mercado de trabalho. “Só tenho a agradecer pela chance que me foi dada e lutar para conseguir me manter no mercado e crescer profissionalmente. Fico muito contente em poder ajudar a tornar realidade uma obra tão importante”, comemorou.

Além de todos esses aspectos, o novo Terminal Hidroviário de Belém também vai abrir uma nova “janela” para o rio, seguindo o exemplo bem-sucedido da Estação das Docas, que fica próxima ao local, conforme explica o arquiteto da empresa responsável pela execução do projeto, André Nogueira. “Essa é uma estrutura centenária, o que demandou todo um cuidado no processo de recuperação e readequação do espaço. Tivemos uma preocupação especial com a questão do piso, que precisou ser elevado para evitar problemas nas épocas de maré alta e com a visibilidade para o rio. No Terminal anterior, todo o fechamento era feito com chapa de telha, o que impedia a visão da baía. Neste novo projeto, 80% desse fechamento será feito com vidro. Assim, quem estiver passando pela Marechal Hermes, por exemplo, vai poder ver uma bela paisagem”, antecipou.

Texto:
Elck Oliveira – Secom


PREVISÃO DE CONCLUSÃO

Maio de 2014


VALOR GLOBAL

R$ 19 milhões


ANDAMENTO

100%

SECRETARIAS ENVOLVIDAS

  • Secretaria responsável: Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH) Órgão beneficiado: Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH)

  • EMPRESAS RESPONSÁVEIS

  • Coliseu